O meu olhar percorre-te paciente
nesta viagem no tempo e no espaço,
Onde te palmilho conscientemente.
(Prendo o imaginário e a percepção
procuro pelo teu júbilo, pela tua emoção.)
Procuro-te entre espaços sem te pedir permissão.
Procuro-te no meio daquela construção,
(Onde só existes de forma infinitesimal.)
Procuro-te, nas partilhas do teu distanciamento.
Estaco no meio da tua realidade visível.
(Um mero reflexo legível e inteligível.)
Leio e releio o teu recenseamento,
Mas por mais que procure, só descubro o teu aparente.
Armo a tenda no meio da tua catedral.
Procuro-te onde estejas tu…Tu… completamente
.Procuro-te no singular e plural!
(E nestas procuras temo tanto deformar-te…)
Interrompes-me com desembaraço
retiras-me das mãos a tua tela pintada com arte.
Pedes-me um beijo…(E agora o que faço?)
Be A.- Isabel M.P.F.
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