A sublimação da sensibilidade espalhada pelo jardim.
Por razões não meramente sentimentais
A Pedra dos Ventos é um dos meus eleitos locais.
Passeio vagarosamente ao logo do varandim.
Será assim o paraíso? Com diferentes patamares,
uma vista para o Mondego e para a cidade?
A beleza da vegetação cede-nos prazeres
e transporta-nos até à imortalidade.
No meio deste sossego, vejo ao longe enamorados.
Passa um bando de pintassilgos em esquadrão.
À minha frente poisa um tentilhão
no promontório rochoso dos abençoados.
Sento-me num banco mais difícil de localizar.
Sou uma coisa imaginada, aqui real.
Contemplo todo este manancial
espaço bucólico onde a essência posso desnudar.
Resfolgo o ar deste jardim sem virtuais.
Ao meu lado a banda e a fanfarra do meu cansaço
que trago presa aos marsupiais.
Neste espaço não lhes dou o braço.
Área vasta onde me posso extrapolar,
a seiva criativa toma a dianteira
da ulterior congestão insular.
Sem esta barreia, sinto-me inteira.
Be A.- Isabel M.P.F.
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