Brandiram todas as minhas moléculas,
Brandiram todas as minhas partículas …
Ao exumar dos escombros,
os nossos efémeros.
Os teus vincos verticais
a intersectar os horizontais,
de caixa de Pandora
Num sorriso ora amoroso,
Ora trocista. – Ora atencioso.
Ora hieróglifo que me serviu mandrágora…
Na testa que se franze no olhar que se agita
e desconhece o que é cobiçar ser ermita.
Com um sopro toco no farol da ventura.
Desvaneço-me toda nos lábios da doçura,
de arcanjo aonde mergulhei no paraíso.
E faço-me às ondas onde ainda retumbas
Tacteando aonde te aglomeras
Evadido-me assim das minhas catacumbas!
Tanto silencio teu se espraia em mim
Que um temporal de angústia e receio
começa a rugir de frenesim,
por a quase tudo estares alheio.
Aguardo a atenção do teu olhar sereno.
Aguardo por ti farol da ventura…
Aguardo nem que seja por um aceno.

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