Tanta é a tua magnificência…!
Tanta pompa! -Tanta.
E eu olho para o que vejo e falta-me paciência!
Tanta é a tua magnificência…!
Tanta pompa! -Tanta.
Tanta que tudo o que me assola é a falta de ânsia…!
Tanto fausto. – E eu
que só tenho insignificância.
Nestes ínvios trilhos dos pensamentos tétricos.
Nem a tua sumptuosidade nos enleva.
Nem sequer a carga d’água de palavras
que teima em importunar
em forma de iniquidade oca.
Tanta - Tanta é a tua magnificência
que corro o risco de acabar mouca!
E tanta é a minha insignificância
que corro o risco de ficar atarantada
no meio da convivência pacífica e perfumada!
No meio de tanta destreza
falta a coerência sem contradições.
Sacio a minha natureza…
Parodio-me de forma visível.
Parodio-me como inflexível.
Sou criteriosa a atulhar o meu inconsciente
Sigo a metodologia que aprendi – Mostro-me ciente
Longe dos desequilíbrios e dos desequilibrados.
Distante de estares fastidiosos.
Enceto um atalho para possíveis mais ou menos grandiosos.
Isabel M.P.F
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