No meão de tanto aparente…
Retorno a este entretenimento
enquanto alinho o pensamento
com o que ficou evidente.
Enquanto tento ajeitar a condolência no meu interior
e cato os fragmentos ao meu redor
do que é inaparente!
Enquanto tento esquecer a desventura de mais um contratempo
que ainda aqui ambulará… Mas não durará eternamente.
Por mim desocuparia já este sentimento em forma de emplastro
só me vai contundir e nada escora já este mastro!
Mas não tenho como o fazer. – É assim o meu presente.
Despreparada para mais um aguaceiro
não sei porque escolhi enfiar-me por este carreiro…
Que me lacerou o espírito e me tornou neste lamento.
Afianço a mim mesma que um dia o verei como um qualquer
nevoeiro.
Que se ergueu
e desapareceu
assim como se achegou.
Mas por agora continua aqui e o pesar é tão veemente
que me torna microscópica.
Daqui para a frente serei a agnóstica!
Daqui para frente viva para sempre o aparente!Isabel M.P.F.
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