Na parte mais elevada do meu aldeamento,
emouqueço o momento,
estendendo-me ao comprido
entre o auditório e o absentismo…
Sitio-me por este movimento,
no esteiro de estar sem alarido.
Dou o braço ao altruísmo.
O entorpecimento infesta todo o meu ser.
Sou a invernia desvestida do estio.
Sou a primavera que nunca há-de nascer…
Atolada neste correntio,
penitencio-me para longe da felicidade.
Para sempre apartada do sentir - Alheio-me na futilidade.
Aonde não argumento ou contra argumento a minha exiguidade
A obrigação de me forçar, amputa o que sinto…
Fazendo-me enfrentar a realidade do que não posso batalhar.
Chegou empáfio o silêncio e avança por mim adentro…
Avança até tudo o que sinto e pensei esteja extinto
e só o remanso seja o meu epicentro.
Isabel M.P.F- BeA

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