quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mácula!


 Encarquilho-me em cogitações
Roço o firmamento das conclusões
com o que penso ser integridade de carácter,
 nem que seja ao de leve, toco no céu!
Nem que seja ao de leve,
Tinjo o meu apogeu!
Dou por mim a adoidar!
Idealizo como seria fazer uma greve.
Idealizo como seria não ter que lidar
 com aquilo que cogitam e sinto-me no paraíso.
No outro segundo descubro que estou no tártaro,
descubro que tenho hastes no meu aro,
sinto-os já desenvoltos e judiciosos
pintados na minha cabeça. A cabeça pesa-me.
Fico a magicar quem terão sido os odiosos
 que me alinhavaram  um acréscimo.
Tudo se começa a enturvar…
 Debruço-me sobre o lago que está aos meus pés.
E mil fogueiras em mim despertam neste lusco-fusco.
 Dou um passo e quedo-me a observar.
Fiquei com um aspecto patusco
com estes tentáculos que se encolhem..
A face está húmida - Aquele lago é meu?
Estive a chorar sem sentir. – Rodeada de breu!
Olho para o céu, quero lá chegar!
 Resolvo que não mereço o inferno,
que não mereço este breu .
Não é aí que me quero aconchegar
Ensaio um salto. Ensaio outro e por fim os chifres tocam no céu.
Já sílaba a pairar no paraíso aceno com um sorriso.
 Atiram uma corda de quem concorda que vá,
 mas pelo sim pelo não, prendem-me à volta do peito um friso.
Aceito o cativeiro, visto-me de navalha fechada à espera de se abrir
 e junto-me a eles. A minha loquela é esta. É todo meu o prejuízo.
Sorrio com a ideia disparatada que me ocorreu.


Se nem existissem tudo o que cogito não teria razão de ser.




Isabel M.P.F. - BeA

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