Espoliei-me de toda a exterioridade - De todos os adiá-foros
que me faziam solavancar entre o que devia trajar
para ser…E o que era. – Esqueci-me de carpir todos os meus choros!
Cambaleei uma e outra vez, entre andar desenroupada
E trajar-me….Entre inverter-me ou verter-me remendada.
Entre ser navio de alto bordo ou batel …
Vorazmente empossada de tudo o que me sabe a fel,
masco as presenças, que a custo tolero com um quase sorriso,
daqueles que memora um esgar de tédio, que estendo a eito.
Tiro os brincos, mais um dispensável que se esparrama
em combustão de chama que avança sem referendo.
E já não sorrio, já não tenho esse preceito…
De ser ou não ser o que é esperado.
Inflama-se a vontade, estar como pretendo,
como sou, sem acessórios ou exterioridade.
Com o receio atado à minha integridade
desnudada de tudo o que esperam!
Não esperem mais nada das minhas farpelas,
Nem dos meus brincos e fios que não quero.
Muito menos das dores que me roeram!
Eu nasci desfolhada
porque é assim que devo ser,
É assim que quero estar.
Longe do que contive – Dos que me contiveram!
Fiquem com as minhas obrigações,
com os sorrisos
cúmplices e os vossos sermões.
Com os sapatos de salto que exalam
o cheiro dos pensamentos putrificados
pelos vossos olhados.

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