domingo, 2 de agosto de 2015

Aeminium




O Mondego  já madrugara,
ainda Aeminium não bulia.
Chamaram-te Aeminium
antes de chamar Coimbra.

Nesta terra não sinto melancolia!
Para mim briosa,
tens mais do que essa categoria.
Cedes-me uma alegria miraculosa.

Na cidade perpetuamente amada.
Viver aqui torna-nos especiais.
A Universidade mais antiga do país.
Uma obra Registada.

A cidade dos gentis.
Marco histórico de Portugal.
Que calcorreio calada.
A minha cidade ideal.

Cosmopolita, Cosmopolita.
Circulo na tua órbita…
Tudo o resto é frugal.

Aeminium que madrugas,
 nas reminiscências de um flume.
Sem sucumbir às mudanças…

Passas incólume.
Presenteias-nos com diferentes
sossegos evidentes.

Quintessência de todos
 e quaisquer seres.
Tudo o mais é fugaz…

Só os confortos são infindos,
nas inovações dos que tomaram posse.
No traçado fizeram-te cócegas…

Até que um sorriso no nosso rosto se instalasse
Com as novas tatuagens,
Com as novas personagens.

Com a passagem dos anos…
Alteraram-se as tuas margens,
assim como se alteram os humanos.

À sombra da estátua
de Joaquim António de Aguiar.
Ofertaram-te posterioridade e adornos.
O teu âmago inovado.
Feixe luminoso coerente

que nos há-de sempre perpetrar.



Isabel M.P.F- Bea

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