Sitio-me numa vertigem
dum estremecimento.
a meio de uma encruzilhada
que acaba, em portas fechadas,
de alegrias que já não são esperadas,
numa folha ainda por escrever…
numa despedida de coral sem mar..
pintado num muro de cimento oco,
esvaio-me numa cascata de intervalos.
Acalentados pelo magnetismo da lua!
Vibra em mim um acorde de violino,
Numa palestra de solidão,
dedilho no ar temporais,
recorto sombras que se inflamam
em segredos sepultados sobre rochedos.
Isabel M.P.F - Bea
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