segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A ti me entrego


Cinjo aquele rio com o olhar…
Escorre em mim o vício,
de o procurar 
só para o contemplar.
Tal como eu segue na sua rota
E jamais bate nas paredes ou portas.
Segue silencioso a esfregar-se nas pedras,
de mãos dadas com o meu olhar
Tudo ali é paz, Amor e felicidade
em etérea harmonia.
Caí-me ali a melancolia,
a tristeza e agonia…
E deixo de estar taciturna.
Comungo contigo o teu esplendor,
em casto encantamento de ternura sem dor,
de ser que toca em tudo sem sentir.
A ti me entrego toda,
quando no meu espírito murmuras ...
Sem cataclismos.
Em jubilosos misticismos...


Isabel M.P.F- Bea

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