terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Enxurrada de arco-íris de fogos

Amplias esse olhar de lis sereno
e mística nuvem sempre passageira,
a encarnar no firmamento de uma nova cavaqueira.
Sempre, ou quase sempre passageira.
Ao som de uma caixinha mágica,
passeias pelo outono descuidado
de sorriso estampado
 a esfolhar a saudade de mais uma lírica,
que se atreveu a esvoejar pela lonjura da tua basílica.
Moras só tu nesse espaço distante, repleto de esplendor,
Repleto da tua presença e por vezes do teu humor,
de raio de luar habitado por uma enxurrada de arco-íris de fogos,
 de nuvens Mammatus a gargalhar nos diálogos.
 Onde nem precisas admitir seres perito em jogos.

Amplias esse olhar de lis sereno
e mística nuvem sempre passageira,
a encarnar no firmamento de uma nova cavaqueira.
Sempre, ou quase sempre passageira.
Onde apostas na ambiguidade. Onde nem sempre és ameno.
Ora inquietante, ora ponderado, ora insano, ora acutilante
Ora nostálgico, brejeiro, bondoso, dissimulado, ora comediante.
Ora presente, ora ausente. Ora amoroso, ora indiferente.
Ora corrente de ar gélida, ora brisa cálida e refrescante.
Ora vento celestial. Ora sopro incandescente,
a polir o espírito da minha mente

Com uma nova saída airosa e inteligente.

Be A. - Isabel M.P.F.

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