quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Solto os timões

Arquivo o espírito num ponto esconso.
Torno-me numa hulha ao acaso…
a gerar energia de seguida.
Parte de mim sempre foi a Antárctida.
Ponto equidistante da minha verdade.
 Readapto-me, simulando outra realidade.~
 Símbolos ecdémicos aparecem além.
Sou parcialmente alguém,ou parte de algo que se prendeu postiço
.Partidária do unanimismo… o que cobiço?
Todo o meu estar se torna anémico.
Os outros, os acrónicos, os artísticos.
Sempre astros, sempre diferentes.
Antidogmáticos. Filosóficos. Poéticos.
Ora planetas, ora astros… E eu isto.
Sempre no mesmo registo.
Jamais eloquente, sempre imanente.
Alguém que simula um ânimo que não sente.
Camuflo a minha calvície.
Espremo os limões…Defraudo-me de mim.
 Tudo o mais é agreste.Vou até ao limítrofe…
Solto os timões…Difícil de desembaralhar o este do sudeste.
De uma forma sub-reptícia sou eu.
 Com menor ou maior claridade.
Almejo atingir o apogeu.
Almejo a graciosidade e só me chega a futilidade.
Mais e mais… Sempre esta inocuidade.
Coloco metade de metade do que penso na minha caranguejola.
Nem sempre sou só isto ou aquilo.
Nem sempre espírito intranquilo na areia,
 a querer mover a barcarola.
São legítimas as divisões que oculto.
Nem sei se alguma me provoca tumulto.
O meu sótão ou a cave onde me resguardo sem telecomando.
 Aqui existir é brando.
Os algozes com esputação maligna mortificam os que são só humanos.
Abro a porta de outra divisão.Deito-me aí a delirar.

Be A.- Isabel M.P.F.

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