A tormenta que chegou ao teu reino, não se compadece de ti e desemboca
directamente sobre a tua esperança.
Vejo-te na amurada à mercê dos teus algozes mentais, a tua figura
recorta-se da escuridão em que te envolveste. Evito a profusão de
frases que tenho para te ofertar, receio tirar o alento que te resta,
a claridade no raciocínio é o que ainda ilumina o teu universo e por
isso consigo ver-te como se estivesse ao teu lado.
Gostaria de resgatar-te do que consideras irremediável, das dores
emocionais que padeces e de tudo o que teima em subjugar-te, mas não o
faço, porque tal não é possível. E só por isso resguardo-me no silêncio.
Entre nós voga a resignação, mas mantenho a minha serenidade, sei
que o lusco-fusco não durará eternamente e que um dia destes não
estarás tão esmorecida como hoje. Não posso apelar,recorrer, ou
resolver o problema dessa tua equação que agora parece ser de
resolução impossível, cabe-te descobrir que essa equação a que dei o
cognome de corrente de ar acabará por ficar por se tornar numa brisa
cálida e hoje o caminho que parece tão sinuoso, acabará por se alterar
seja noutro caminho, atalho ou num novo prólogo para ti. Até lá este
será o nosso espaço. Meu, teu, nosso.
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