Como posso resgatar-me ao que decidem?
Vós que sois os filólogos que só amam palavras
E eu que no fundo só lhes dedico um profundo e visceral
desprezo.
As palavras sem acções associadas são os nossos desertos.
Não me deixam atónita.
Nem quando confundem ingenuidade
Com crença na humanidade.
Enquanto secretamente rezo para que a confundam com
alienação.
Em certas pessoas as palavras tornam-se tiranas e nós servos
delas.
A minha servidão a existir nunca será por isto.
Palavras são tantas vezes nada mais que manobras de
diversão.
Uma língua morta a aguardar um língua viva
Num objecto, num sinal, num símbolo
E quando não andam acompanhadas de acções
São só iniquidades.
Be A- Isabel. M.P.F.
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