quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Palavras

Como posso resgatar-me ao que decidem?
Vós que sois os filólogos que só amam palavras
E eu que no fundo só lhes dedico um profundo e visceral desprezo.
As palavras sem acções associadas são os nossos desertos.
Não me deixam atónita.
Nem quando confundem ingenuidade
Com crença na humanidade.
Enquanto secretamente rezo para que a confundam com alienação.
Em certas pessoas as palavras tornam-se tiranas e nós servos delas.
A minha servidão a existir nunca será por isto.
Palavras são tantas vezes nada mais que manobras de diversão.
Uma língua morta a aguardar um língua viva
Num objecto, num sinal, num símbolo
E quando não andam acompanhadas de acções

São só iniquidades.

Be A- Isabel. M.P.F. 

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