quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alvorecer dos sentidos

Palavras, letras que nunca vão ter som…
Tal como os meus sentimentos.
De que me servem  afinal as palavras?
Talvez para derrapar na delusão
E tornearem-se na existência
Do que calo.
Habitas em mim e no meu olhar
E aqui estás sublimado pela emoção.
Tudo o que desejo irá percutir-se agora
Sublimado pela emoção.
Habitarás em mim e no meu olhar.
Que não voltará a gotejar.
Não abafarei tudo num lamento.
Batalharei mesmo que seja em vão.
Sairei do circunlóquio sem pavor de te perder
dum caminho que nunca iremos traçar.
E não chamaremos a isto, feitiçaria.
Seremos sempre um alvorecer dos sentidos
Que teima em não anoitecer.

Be A. - Isabel M.P.F.

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