A mesquinha pausa compacta
Que fere e mata
As ânsias que alvoram
Os toques arrastados
De dois enamorados
Que tão longínquos moram.
Ela naquele fogo de campanulados,
Ele naquele fogo de azados.
Envoltos numa mesma flama
Lançados ao longe, cada um deles aos seus mundos atados.
Escorrega ele pelas serranias e vales do que ama.
Desliza ela a saliva de um beijo desalinhado
Por um veio rijo e elevado.
Na boca que vibra de entusiasmo
Ao aninhar-se na nascente da vida
Sobre a garupa de um druida,
Envasilhados no mesmo pleonasmo
De aiados e paixão fluida
Que resfolga no íntimo da memória
Da mesquinha pausa compacta
Que fere e mata.
Ela naquele fogo de campanulados,
Ele naquele fogo de azados.
Be A. - Isabel M.P.F.
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