quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Átomo com ferrolhos

Tiro várias fotografias
nestas dicotomias.
O meu espírito é maniento…
Julga-se autónomo.
Leio mais uma vez o regulamento.
Em lugar algum diz que sou um átomo…
Um átomo do que penso,
um átomo com ferrolhos!
Fechei todas as entradas…
Fechei todas as saídas.
Fechei-as com ferrolhos!
E o meu espírito que se julga autónomo
não passa de um átomo
daquilo que penso...
A opção certa é aquela que não tomo.
A que não escolho.
Se fico é porque devia ter ido.
Se me afasto, devia ter ficado!
Se digo a verdade, devia ter mentido!
Se fico em silêncio, devia ter gritado…
Se desisto, devia ter lutado.

Be A. - Isabel M.P.F.

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