Avanço para o meu interior com passos indolentes.
Chegaram antes de mim estes novos recipientes…
Talvez por isso não me pareçam ser tão usurpadores.
Estão encavalados ao acaso, nos meus bastidores.
Nos caixotes da minha memória residem aí aos milhares…
Desde alegrias, emoções, sensações e até pesares.
As memórias encaixotadas a quadruplicar...~
E assim pretendo que fiquem, pois não fazia tenção de as descerrar.
Estavam anteriormente todos selados.
Menos um, que agora está esventrado.
É uma exposição privada, com as vísceras do meu passado.
Momentos sobrepostos espargidos
pelo chão do que fui armazenando.
Aqui conciliados numa estranha geometria.
Escapou deles um fragmento de memória...
Aproximo-me das janelas com portadas de madeira,
Dou por mim a mirar a maviosa ria.
Be A.- Isabel M.P.F.
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