Encarquilho-me em cogitações
Roço o firmamento das conclusões
com o que penso ser integridade de carácter,
nem que seja ao de
leve, toco no céu!
Nem que seja ao de leve,
Tinjo o meu apogeu!
Dou por mim a adoidar!
Idealizo como seria fazer uma greve.
Idealizo como seria não ter que lidar
com aquilo que cogitam
e sinto-me no paraíso.
No outro segundo descubro que estou no tártaro,
descubro que tenho hastes no meu aro,
sinto-os já desenvoltos e judiciosos
pintados na minha cabeça. A cabeça pesa-me.
Fico a magicar quem terão sido os odiosos
que me alinhavaram um acréscimo.
Tudo se começa a enturvar…
Debruço-me sobre o
lago que está aos meus pés.
E mil fogueiras em mim despertam neste lusco-fusco.
Dou um passo e quedo-me
a observar.
Fiquei com um aspecto patusco
com estes tentáculos que se encolhem..
A face está húmida - Aquele lago é meu?
Estive a chorar sem sentir. – Rodeada de breu!
Olho para o céu, quero lá chegar!
Resolvo que não
mereço o inferno,
que não mereço este breu .
Não é aí que me quero aconchegar
Ensaio um salto. Ensaio outro e por fim os chifres tocam no
céu.
Já sílaba a pairar no paraíso aceno com um sorriso.
Atiram uma corda de
quem concorda que vá,
mas pelo sim pelo
não, prendem-me à volta do peito um friso.
Aceito o cativeiro, visto-me de navalha fechada à espera de
se abrir
e junto-me a eles. A
minha loquela é esta. É todo meu o prejuízo.
Sorrio com a ideia disparatada que me ocorreu.
Se nem existissem tudo o que cogito não teria razão de ser.
Isabel M.P.F. - BeA