quinta-feira, 25 de junho de 2015

Um dia...

Quero alguém que urda um novo tempo…
Que queira tanto estar como vou querer que permaneça.
Que não seja um barranco mas uma fortaleza!
Que não trate o sentimento como passatempo.
Que não use as palavras como uma punição.
Mas sim como a nossa remissão…
Quero adormentar, a cingir o sentimento
de espírito e mãos acasaladas
e despertar ao lado do meu firmamento,
distante dos meus receios e debandadas
aonde não serei água-viva mas inerme ,
a tactear cada milímetro do espírito e epiderme
dessa serra desse mar e desse vale.
Quero alongar o olhar ou as mãos e tocar-te…
Perder-me em ti – Perder-me a contemplar-te.
Quero que comunguemos desde o fundamental ao trivial…
Quero que a aragem me aninhe na tua física molecular
e me deixes palmilhar essa extensão insular.
Um dia…Um dia será assim,
e mesmo que não seja assim,
por ter sido demasiado
resta-me o consolo de o ter pensado.


Isabel M.P.F - BeA

Sem comentários:

Enviar um comentário