Quero alguém que urda um novo tempo…
Que queira tanto estar como vou querer que permaneça.
Que não seja um barranco mas uma fortaleza!
Que não trate o sentimento como passatempo.
Que não use as palavras como uma punição.
Mas sim como a nossa remissão…
Quero adormentar, a cingir o sentimento
de espírito e mãos acasaladas
e despertar ao lado do meu firmamento,
distante dos meus receios e debandadas
aonde não serei água-viva mas inerme ,
a tactear cada milímetro do espírito e epiderme
dessa serra desse mar e desse vale.
Quero alongar o olhar ou as mãos e tocar-te…
Perder-me em ti – Perder-me a contemplar-te.
Quero que comunguemos desde o fundamental ao trivial…
Quero que a aragem me aninhe na tua física molecular
e me deixes palmilhar essa extensão insular.
Um dia…Um dia será assim,
e mesmo que não seja assim,
por ter sido demasiado
resta-me o consolo de o ter pensado.
Isabel M.P.F - BeA
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