terça-feira, 23 de junho de 2015

Fluido cósmico

Dedilhada pelo desassossego
que rasga o estado esmaecido;
Descubro-me já sem fôlego,
num estar convulsivo de um gemido,
de uma jazida descolorida,
que já esteve tão dorida!
O desterro agora vertido,
numa letra-morta,  
Na memória que me transporta,
que me precipita na saudade,
do sossego que de mim foi furtado!
O fim da certeza e o princípio da ambiguidade!
Permitir-me mais é tão desapropriado…
Todas as teorias reduzidas a um só argumento!
Resplandeces olimpo no estremecimento!
Na lembrança que me assalta...
A banhar-se no fluido cósmico transluzente,

de um precipício incandescente.



Isabel M.P.F- BeA 

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