Arremessada ao céu
das apoteoses e quimeras...
De uma garrafa poisada na margem
Diáfana sem véu.
Rodeada de infinidade e feras...
Ao longe a miragem...
Tão perto das ondas em escarcéu.
Arremessada ao céu,
num torso de uma gota viadora,
paira o olhar de canfora
em duelos de cristal.
Afadigada de tudo o que lhe soa fatal
descansa ali os barbantes burilados,
na garrafa vazia já sem líquido ou desígnio,
Tal como outros vazios ajaulados
que lhe adentraram no peito…
Já sem escrutínio
para outros feitos – Ou feito…
Garrafa vazia arremessada ao chão
que não se lascou ou partiu…
Baça sem cintilação
sem saber como a inquietação
surgiu,
arremessa ao céu,
pensamentos diáfanos
sem véu.
Ao longe a miragem...
De uma garrafa poisada na margem...
Isabel M.P.F – BeA
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