quarta-feira, 10 de junho de 2015

Garrafa vazia

Arremessada ao céu
 das apoteoses e quimeras...
De uma garrafa poisada na margem
Diáfana sem véu.
Rodeada de infinidade e feras...
Ao longe a miragem...
Tão perto das ondas em escarcéu.
Arremessada ao céu,
num torso de uma gota viadora,
paira o olhar de canfora
em duelos de cristal.
Afadigada de tudo o que lhe soa fatal
descansa ali os barbantes burilados,
na garrafa vazia já sem líquido ou desígnio,
Tal como outros vazios ajaulados
que lhe adentraram no peito…
Já sem escrutínio
para outros feitos – Ou feito…
Garrafa vazia arremessada ao chão
que não se lascou ou partiu…
Baça sem cintilação
 sem saber como a inquietação surgiu,
arremessa ao céu,
 pensamentos diáfanos sem véu.
Ao longe a miragem...
De uma garrafa poisada na margem...


Isabel M.P.F – BeA

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