sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pleonasmo


Hoje a solidão brada neste solavanco.
Onde me contrabalanço. -Onde me atranco.
Perpassando o silêncio com linhas nas agulhas,
que me costuram os lábios nesta insalubre realidade.
Minha alma despedaçada, vagueia a alardear em fagulhas,
no fogo que me consome - Algures na obscuridade…
Traço circunferências onde nunca sou o núcleo delas.
Traços das minhas ameias com janelas …
A desabar sobre a veracidade de um astro,
a rodopiar em torno do universo de alabastro,
daquilo que anseio – Daquilo que bloqueio.
Circunscrevo-me ininterruptamente neste devaneio
até ao infinitesimal fragmento,
na troada da chuva e no múrmur do vento
de um estar que se esvai no arruamento,
Numa miríade de espasmos...
Que em mim transborda em pleonasmos...
Numa miríade de espasmos...


Isabel M.P.F – BeA

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