domingo, 30 de novembro de 2014

Vertigem


Só se desencanta quem se encantou…
Só se desencanta quem se embaiu…
Só se desencanta quem com a imaginação se adornou.

Existia um pesar que desconhecia
Por estar ausente da minha existência.
Uma dor que nasceu dum ventre que nunca possui.
Um nado morto da minha imaginação!

A dor da vertigem do distanciamento
A germinar na desilusão
De um eco daquilo que agora lamento…
A germinar na decepção,
De um eco…Eco que já me acalentou…
Eco, eco de um verdadeiro lamento…

Só se desencanta quem se encantou.
Só se desencanta quem se embaiu.
Só se desencanta quem com a imaginação se adornou.
Fecho os olhos raiados de vermelho
Quase tudo me soa a velho…

Isabel Be A.

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