domingo, 30 de novembro de 2014

Túneis de ciprestes

Entro no túneis , num de ciprestes
 e cruzo-me com a memória de ninguém.
Entrelaço as minhas memórias com as de alguém
no meio da esplanada de coisas rupestres.
 A hesitar entre o tradicional e o moderno…
A conversar com a memória de ninguém.
Ainda presa ao meu próprio inferno.
 Ampara-me a tua expressão desencantada
E a forma como não afirmas que estás ali só para descontrair.
Naquele túnel de cipreste, fizeste-me sorrir e rir.
Partilhaste a tua batalha e só por pouco não lhe chamaste alhada.
Afirmaste por outras palavras que o tempo tem um efeito medicinal.
E que depois de a queda levantar-te-ias. Que era sempre o que afinal
Fazias. 

Isabel BeA.

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