domingo, 30 de novembro de 2014

Serei

É assim que te quero…
Com todo o vigor do meu afecto.
Mesmo que este desejar se afigure incorrecto.
É assim que te quero.
Não te sei querer doutras formas.
Nem quero saber de normas.
Quero-te como a terra precisa da lua.
Quero deslizar em ti até me liquefazer no teu mar.
Quero-te como a terra precisa do ar.
Quero-te como um solo escorrido precisa de água.
Mas nada em ti me quer como te quero.
Nada em ti me sabe querer como te quero.
Adormeço a sonhar que um dia despertarei
E depois de tanto te querer…
Desperto e já não te quero. Já nem quero saber.
Já não terei saudades de ti. Já não te triturarei.
Já não me provocará dor o quanto não tenho.
Nem quero saber se franzes ou não o cenho.
Serás só mais um que amei.
E eu já não quererei saber dos teus afectos.
Serei novamente a que nada quer.
Serás para mim como são os outros. – Um qualquer.
Serei a que vive fora desses trajectos.
Serei novamente a que não tritura. A que nada quer.
A que vive sem saudades ou desse tipo de afectos.
Isabel BeA.


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