Deslembro-me de partes do passado,
vivendo o agora, aonde me acamo neste prado,
De palavras ocas, aonde regurgito vacuidades…
Até me atolar numa piscina de iniquidades,
Que deixe patente… Toda a minha acerbidade!
Atolar-me até que um sorriso venha aqui aflorar
e me faça esquecer ,que já vi na constelação,
um Centauro, um Pavão e até um Dragão!
Mas nunca ali vi Unicórnios!
Sinto um gozo espontâneo, ao exorcizar
todos os meus demónios!
Daqui para a frente, mais nada me soará deprimente
E eu serei só como o poente.
Neste regurgitar de vísceras deslembro-me da emoção
e vivo este momento, onde faço uma divisão,
Com uma lâmina romba …E metade de mim é qualquer coisa
e a outra metade é uma coisa qualquer!
Depois do regurgitar começo-me a erguer
E daqui a pouco, serei novamente a que simplesmente
se está a borrifar
A que se deslembrou partes do passado e vive o presente!
A que se está totalmente…
A marimbar!
Isabel M.P.F- Bea