Amamentei monumentos de dor.
Escassos de recursos,
dobrador.
Genuínas monstruosidades
orladas pelas minhas
lealdades
que nunca ninguém irá
vistoriar.
Estou tão distante do olhar
que me carrego no único
local
onde jamais alguém poderá
espreitar.
Tenho gritos mudos neste
arsenal
a conduzir cada palavra que
aqui vou depositar.
Fitas-me enternecido. Sem
temeres o meu receio.
A esse te mostras alheio.
Despojo-me da armadura e
embarco contigo
nesse brando olhar. Onde
esvoaça a esperança
de ali existir um espaço. Um
abrigo
onde me posso derramar.
- A tempestade aqui não te
pode assolar.
Almejas a utopia. - As dores
podem-se avassalar!
Eu que estou apinhada de angústia
e quebrantos.
Nada mais que escombros dos
meus lamentos.
Eu que só persigo a
quietação…
Atiro o meu título ao chão.
Mais convicto, voltas a
murmurar:
- A tempestade aqui não te
pode assolar!
Be A- Isabel M.P.F.
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